final do ano letivo chegando. fiz provas, fiz trabalhos, fiz quase tudo que me foi solicitado. tirei notas na média pra cima. um ano letivo como todos os outros, normal! "é o terceiro ano, eu to me formando, vou pra faculdade ano que vem!" a emoção não ia além disso. estresse com relação à formatura, professores querendo impor a vontade deles, e os alunos aceitando. "não me manifestarei novamente, façam o que quiserem". tudo ia correndo normalmente até que "venha pra santa catarina morar comigo, te pago uma faculdade particular". uma ligação mexe com meu interior, com a minha vontade de tornar-me um empresário, com a minha vontade de independência, de realizar-me enfim. os dias vão se passando, o dia da possível viagem se aproxima. amizades serão deixadas pra trás, todos os costumes atuais. "vou me desfazer disso e daquilo, mas vou fazer uma faculdade e virar empresário né." até que, de tanto pensar, notei que não seria assim. notei que não seria faculdade, empresa, família, FELICIDADE! notei que as coisas não seriam nada fácil lá, muito menos aqui. decidi ir! os dias eram devorados pelo tempo, assim como um leão faminto devora uma zebra. despedida, algo que me arrepiava da cabeça aos pés.
tudo marcado, tudo pronto. é amanhã! "como assim? tão de repente! não posso amanhã, porque tenho que ir à um passeio da escola." após momentos de discussão, tudo vai pro ar. não há mais viagem, não há mais mudanças. "tenho que esvaziar minha mochila pra ir ao passeio amanhã." triste e feliz ao mesmo tempo. na expectativa pro passeio do dia seguinte.
fears and torments
domingo, 12 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
um dia de domingo
eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito pra sentar e conversar. depois andar de encontro ao vento. eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia. e, na pele, quero ter o mesmo sol que te bronzeia. eu preciso te tocar e, outra vez, te ver sorrindo. te encontrar num sonho lindo. já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido. eu preciso descobrir a emoção de estar contigo. ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer. como um dia de domingo. faz de conta que ainda é cedo, tudo vai ficar por conta da emoção. faz de conta que ainda é cedo, e deixar falar a voz do coração. (8)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
herói
terça, 23 de novembro. 02:06AM.
Somos heróis. Todo mundo precisa de heróis. Nos consideramos heróis. Nosso heroísmo passa de geração pra geração. Nossos problemas, nossas conquistas. Ressureição, dar a volta por cima, vencer o inimigo. Essas coisas. Ninguém é vilão, pelo menos ninguém quer ser. Nós não nos assumimos como pessoas ruins. Há sempre um porém, um motivo. Um não foi minha culpa, ou um mas se não fosse por este motivo, tudo estaria bem. Pense em ti como um vilão. Pense um pouco mais. E se no final das contas, fôssemos exatamente tudo aquilo que negamos ser? E se formos filhos da puta, traidores, oportunistas, interesseiros, invejosos, raivosos, depravados, infelizes, preconceituosos? Se não fôssemos filhos de Deus? Ninguém olhando por nós. Olho por olho e dente por dente. E se os hipócritas não forem realmente hipócritas? Nós sempre erramos. Podemos errar à respeito disso. À respeito de nós mesmos. Imagina-te, um maldito confesso. Sem remorso. Apenas sendo quem tu és. Um maldito. É tão ruim assim? Afinal de contas, todo mundo parece tão vazio e distante. Menos nós. Nós somos os mártires, o estandarte da nobreza do espírito. O orgulho da família, o título mais importante a se conquistar. E se nós fôssemos os hipócritas? Quanto tempo isso duraria? E se nós fôssemos desistentes, deprimidos, frustrados, sempre querendo algo que não temos e não precisamos, se nós amamos pouco, se descartamos os outros. Quem seriam os heróis? Pra onde foi todo mundo? E se a vida não tivesse sentido algum, apenas existência pura e simples e ao acaso? Ou se o amor não fosse amor e só reações químicas que o teu cérebro faz somente pra fazer-te espalhar teus genes tão pateticamente como fazem as flores com o pólen? E se o tempo passasse tão rápido que tu não vê os dias chegarem, e nós iremos morrer em breve e sem nenhuma vida após isso? Nenhum presente, nenhum céu. Preto. Puf!
Tu te perguntas. O que sobraria? Com ou sem sentido, as coisas continuam. Não depende de ninguém. Um dia tu acorda, no outro dia não. Um dia tu tens vontade, no outro dia não. Um dia, tu tentas, no outro desiste. Um dia tu desiste, no outro tu ganhas como um novo herói. Um dia tu tens vontade, no outro tu não acorda. Nunca se sabe. Preto. Puf!
Quando todo mundo está ficando louco, menos tu, quem é o louco? Quem tu escolhe ser, o herói ou o vilão? Tu te perguntas. Tem dias que não parecem dias. São dias que vêm como trégua. Tu senta e não faz nada. E nada. Num dia tu sentes vontade, no outro dia tu queres. Têm dias que não dão trégua. Tem outros que te fazem bem. Mesmo se tu for o vilão.
Somos heróis. Todo mundo precisa de heróis. Nos consideramos heróis. Nosso heroísmo passa de geração pra geração. Nossos problemas, nossas conquistas. Ressureição, dar a volta por cima, vencer o inimigo. Essas coisas. Ninguém é vilão, pelo menos ninguém quer ser. Nós não nos assumimos como pessoas ruins. Há sempre um porém, um motivo. Um não foi minha culpa, ou um mas se não fosse por este motivo, tudo estaria bem. Pense em ti como um vilão. Pense um pouco mais. E se no final das contas, fôssemos exatamente tudo aquilo que negamos ser? E se formos filhos da puta, traidores, oportunistas, interesseiros, invejosos, raivosos, depravados, infelizes, preconceituosos? Se não fôssemos filhos de Deus? Ninguém olhando por nós. Olho por olho e dente por dente. E se os hipócritas não forem realmente hipócritas? Nós sempre erramos. Podemos errar à respeito disso. À respeito de nós mesmos. Imagina-te, um maldito confesso. Sem remorso. Apenas sendo quem tu és. Um maldito. É tão ruim assim? Afinal de contas, todo mundo parece tão vazio e distante. Menos nós. Nós somos os mártires, o estandarte da nobreza do espírito. O orgulho da família, o título mais importante a se conquistar. E se nós fôssemos os hipócritas? Quanto tempo isso duraria? E se nós fôssemos desistentes, deprimidos, frustrados, sempre querendo algo que não temos e não precisamos, se nós amamos pouco, se descartamos os outros. Quem seriam os heróis? Pra onde foi todo mundo? E se a vida não tivesse sentido algum, apenas existência pura e simples e ao acaso? Ou se o amor não fosse amor e só reações químicas que o teu cérebro faz somente pra fazer-te espalhar teus genes tão pateticamente como fazem as flores com o pólen? E se o tempo passasse tão rápido que tu não vê os dias chegarem, e nós iremos morrer em breve e sem nenhuma vida após isso? Nenhum presente, nenhum céu. Preto. Puf!
Tu te perguntas. O que sobraria? Com ou sem sentido, as coisas continuam. Não depende de ninguém. Um dia tu acorda, no outro dia não. Um dia tu tens vontade, no outro dia não. Um dia, tu tentas, no outro desiste. Um dia tu desiste, no outro tu ganhas como um novo herói. Um dia tu tens vontade, no outro tu não acorda. Nunca se sabe. Preto. Puf!
Quando todo mundo está ficando louco, menos tu, quem é o louco? Quem tu escolhe ser, o herói ou o vilão? Tu te perguntas. Tem dias que não parecem dias. São dias que vêm como trégua. Tu senta e não faz nada. E nada. Num dia tu sentes vontade, no outro dia tu queres. Têm dias que não dão trégua. Tem outros que te fazem bem. Mesmo se tu for o vilão.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
BOOM!
quatro e meia da manhã de outra manhã.
Os dias costumam se repetir, o sol nasce em todos eles, mas alguns dias não são tão repedidos assim. Somos viciados em rotina e queremos acreditar que tudo está sob controle. A quebra de um ciclo é como pisar em falso, não ver o degrau, e tu só reparas quando o horizonte à tua frente treme, e sobe um pouco do nível que estava antes. Um baque seco, uma súbita exclamação, um chão que não está lá, ou um poste que tu não vistes. BOOM, te pega de surpresa.
Tu vê luzes piscando amarelas, azuis, vermelas, verdes, purpurina tilintando azul na frente dos teus olhos, o desenho de veias escuras e vermelhas ficando mais nítidas no canto da tua visão a cada pulsação. Uma leve tontura, um zunido no ouvido, e um cheiro de sangue que brota das tuas narinas. Tu nunca te acostuma com isso. Aquele embrulho no estômago e tu leva tuas mãos até o teu rosto. Teu cérebro mandando imagens aleatórias e tentando dar algum sentido pra aquilo no momento de confusão, tu simplesmente não sabes o que dizer.
O mundo vive embreagado no tédio, mas a verdade é que ninguém quer uma parada brusca, uma guinada, um sobressalto. Ninguém quer trocar um problema por outro, um prazer por outro, um problema por prazer, um prazer por um problema. Ninguém quer quebrar o ciclo, nem mudar de vida, nem ser nada maior. Ninguém quer sentir o impacto. Um impacto forte o suficiente faz com que teu cérebro balance dentro do teu crânio como um badalar de sino, e se for forte o suficiente, o teu cérebro esmagado contra a parede da tua prórpria cabeça vai mandar uma descarga elétrica para a tua espinha dorsal e vai fazer com que todos os teus membros entrem em falência instantânea, e que tu percas os sentidos.
Imagine um disjuntor estalando e desligando a força da tua casa para não queimar a tua tv. Isso se chama nocaute. Te pega de surpresa. Tu nunca te acostuma com isso.
Nós passamos a vida evitando o nocaute. Evitando o soco direto vindo no nosso nariz. Soco após soco, apelamos para o clinch até ficarmos exaustos numa luta onde não se ganha por pontos. Ninguém quer desferir o soco, e muito menos alguém quer levar o soco, sair com o olho roxo e apertado reluzente da pele esticada e inchada.
Uma luta infinita de homens e mulheres suados e exaustos e pesados que morrerão frustrados por nunca escutarem o gongo soar. O ciclo jamais se quebra.
Mas existem dias que o sol nasce, e alguém te soca a cara. Tu vê as luzes brancas e amarelas e vermelhas e verdes. Tu cai no chão e descansa.
E acorda pra um adversário melhor.
Os dias costumam se repetir, o sol nasce em todos eles, mas alguns dias não são tão repedidos assim. Somos viciados em rotina e queremos acreditar que tudo está sob controle. A quebra de um ciclo é como pisar em falso, não ver o degrau, e tu só reparas quando o horizonte à tua frente treme, e sobe um pouco do nível que estava antes. Um baque seco, uma súbita exclamação, um chão que não está lá, ou um poste que tu não vistes. BOOM, te pega de surpresa.
Tu vê luzes piscando amarelas, azuis, vermelas, verdes, purpurina tilintando azul na frente dos teus olhos, o desenho de veias escuras e vermelhas ficando mais nítidas no canto da tua visão a cada pulsação. Uma leve tontura, um zunido no ouvido, e um cheiro de sangue que brota das tuas narinas. Tu nunca te acostuma com isso. Aquele embrulho no estômago e tu leva tuas mãos até o teu rosto. Teu cérebro mandando imagens aleatórias e tentando dar algum sentido pra aquilo no momento de confusão, tu simplesmente não sabes o que dizer.
O mundo vive embreagado no tédio, mas a verdade é que ninguém quer uma parada brusca, uma guinada, um sobressalto. Ninguém quer trocar um problema por outro, um prazer por outro, um problema por prazer, um prazer por um problema. Ninguém quer quebrar o ciclo, nem mudar de vida, nem ser nada maior. Ninguém quer sentir o impacto. Um impacto forte o suficiente faz com que teu cérebro balance dentro do teu crânio como um badalar de sino, e se for forte o suficiente, o teu cérebro esmagado contra a parede da tua prórpria cabeça vai mandar uma descarga elétrica para a tua espinha dorsal e vai fazer com que todos os teus membros entrem em falência instantânea, e que tu percas os sentidos.
Imagine um disjuntor estalando e desligando a força da tua casa para não queimar a tua tv. Isso se chama nocaute. Te pega de surpresa. Tu nunca te acostuma com isso.
Nós passamos a vida evitando o nocaute. Evitando o soco direto vindo no nosso nariz. Soco após soco, apelamos para o clinch até ficarmos exaustos numa luta onde não se ganha por pontos. Ninguém quer desferir o soco, e muito menos alguém quer levar o soco, sair com o olho roxo e apertado reluzente da pele esticada e inchada.
Uma luta infinita de homens e mulheres suados e exaustos e pesados que morrerão frustrados por nunca escutarem o gongo soar. O ciclo jamais se quebra.
Mas existem dias que o sol nasce, e alguém te soca a cara. Tu vê as luzes brancas e amarelas e vermelhas e verdes. Tu cai no chão e descansa.
E acorda pra um adversário melhor.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
vem comigo.
por que mentes pra mim? por que tentas te enganar? tu sabes que queres, sabes que eu quero. deixa que pensem o que quiserem pensar. deixa que falem o que quiserem falar. não liga pra o que os outros e outras vão falar e fazer. não tens que dar importância à eles, mas sim, à nós. eu não consigo mais controlar essa vontade. não consigo ficar bravo e não olhar mais na tua cara. não consigo, simplesmente, esquecer e voltarmos a ser bons amigos. eu quero ir além disso. entenda-me que não quero romance, não quero casar, viver um conto de fadas. apenas te quero. não precisa te prenderes à mim, apenas vem comigo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
codinome beija-flor
eu protegi o teu nome por amor. em um codinome, beija-flor. (8)
que sensação estranha é essa que me passa pelo corpo todo quando te vejo? não sei mais dizer o que é. pra mim, era apenas desejo. desejo e fim. mas agora não me parece apenas isso. não sei dizer se é um desejo fora do comum, ou uma paixão juvenil, ou um grande amor. sei que do teu lado me sinto completo, me sinto bem.
eu não sei de quase nada da vida, não vivi o suficiente. apenas um guri atacando de poeta, de estudioso, de estagiário, de guri mesmo. me perco nos meus pensamentos, me embaralho nos meus sentimentos. ando muito nervoso, preciso de um analista, psicólogo, psiquiatra, algo assim. eu não sei dos teus sentimentos, dos teus pensamentos. sei do que me dizes, do que me demonstras.
não sei mais o que dizer de ti, ou pra ti. me fogem as palavras, e sou limitado nos gestos.
não me importa mais o que os outros pensam ou falam. ou que vão pensar e falar. não mais. mas estou aprendendo a lidar comigo mesmo. estou aprendendo a lidar com meus pensamentos e desejos.
meu futuro depende, na sua maior parte, de mim. mas algumas vezes, já fiz tudo o que poderia fazer. o que me resta agora é esperar. esperar e ver o que a vida tem guardada pra mim, pra ti e pra todos que nos cercam.
meu beija-flor, minha inspiração e motivação daqui pra frente. te amo, pra sempre, beija-flor. <3
que sensação estranha é essa que me passa pelo corpo todo quando te vejo? não sei mais dizer o que é. pra mim, era apenas desejo. desejo e fim. mas agora não me parece apenas isso. não sei dizer se é um desejo fora do comum, ou uma paixão juvenil, ou um grande amor. sei que do teu lado me sinto completo, me sinto bem.
eu não sei de quase nada da vida, não vivi o suficiente. apenas um guri atacando de poeta, de estudioso, de estagiário, de guri mesmo. me perco nos meus pensamentos, me embaralho nos meus sentimentos. ando muito nervoso, preciso de um analista, psicólogo, psiquiatra, algo assim. eu não sei dos teus sentimentos, dos teus pensamentos. sei do que me dizes, do que me demonstras.
não sei mais o que dizer de ti, ou pra ti. me fogem as palavras, e sou limitado nos gestos.
não me importa mais o que os outros pensam ou falam. ou que vão pensar e falar. não mais. mas estou aprendendo a lidar comigo mesmo. estou aprendendo a lidar com meus pensamentos e desejos.
meu futuro depende, na sua maior parte, de mim. mas algumas vezes, já fiz tudo o que poderia fazer. o que me resta agora é esperar. esperar e ver o que a vida tem guardada pra mim, pra ti e pra todos que nos cercam.
meu beija-flor, minha inspiração e motivação daqui pra frente. te amo, pra sempre, beija-flor. <3
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
comer não é fazer amor.
comer é comer. fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido. mas comer é bom pra cacete. comer é aquela coisa que eu te puxo os cabelos da nuca; te chamo de nomes que eu não escreveria aqui; não te viro com delicadeza; não sinto vergonha de ritmos animais. comer é bom. melhor do que comer, só comer por comer. comer sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. comer porque eu sou o cara que te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. comer porque a vida é estressante e comer relaxa. comer porque se você não der pra mim hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. comer sem ter que fazer promessas, sem dar muitos carinhos, sem ter que falar em futuro. comer é bom, na hora, durante um mês, sei lá.
mas comer é comer demais e ficar vazio. comer é não ganhar. é não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. é não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. é não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "O que tu acha amor?". é não ter companhia garantida para viajar. é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. comer é não querer dormir agarradinho, é não ter alguém para ouvir seus dengos. mas comer é inevitável, coma mesmo, coma sempre, coma muito.
mas além de comer, dê também! mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, dê com gosto uma chance ao amor. esse sim é o maior tesão. esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar. ah o amor!
pra @anaipr <3 he :D
mas comer é comer demais e ficar vazio. comer é não ganhar. é não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. é não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. é não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "O que tu acha amor?". é não ter companhia garantida para viajar. é não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia. comer é não querer dormir agarradinho, é não ter alguém para ouvir seus dengos. mas comer é inevitável, coma mesmo, coma sempre, coma muito.
mas além de comer, dê também! mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, dê com gosto uma chance ao amor. esse sim é o maior tesão. esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar. ah o amor!
pra @anaipr <3 he :D
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