quinta-feira, 2 de setembro de 2010

o que fazer, pra onde ir?

Ele sabia, sabia que não conseguiria se manter tão forte quanto desejara. Não achou nada surpreendente ao chegar em casa, segurando as lágrimas e ser totalmente dominado pelo sentimento de fracasso. Isso era comum pra uma pessoa tão sem graça e tão previsível quanto ele. Parecia que a vida sempre lhe dava obstáculos ainda maiores. O quanto forte ele teria de ser? Até quando poderia suportar? O seu coração estava totalmente vazio, com batimentos descompassados, que às vezes conseguia manter um ritmo acelerado, mas, que minutos depois se entregava ao desespero. Vontade de gritar, de mostrar ao mundo tudo o que sente, como ele não é adaptado aqui. Como ele não está feliz. Como ele quer que o medo e a angústia parem de gostar da sua companhia e como ele não gostaria de simplesmente deixar a vida passar. Ele precisa se encontrar, mas quando, como, onde? As dúvidas vão, a cada dia, corroendo e consumindo o pouco de vida que ainda lhe resta.

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