quarta-feira, 1 de setembro de 2010

sport club internacional - libertadores 2010

tantos sentimentos pra expressar, tantas palavras pra dizer, que não sei por onde começar. tudo começou no campeonato brasileiro do ano de dois mil e nove. ué? não teria começado na estreia do time na libertadores? NÃO! pois foi no brasileiro que conquistamos a vaga, conquistamos pela terceira vez seguida o vice campeonato. mas, de fato, se inicou a libertadores, para nós, no dia vinte e três de fevereiro contra o emelec. estreia com vitória magra de 2 x 1, contra um time fraco, dentro de casa.
na segunda partida, no dia onze de março contra o deportivo quito, arrancamos um empate de 1 x 1 fora de casa, lembrando de PATO ABBONDAZIERI, que anulou um pênalti à favor dos equatorianos. um lance no qual Pato foi limpo, na bola, sem falta, e o árbitro a marcou em favor do deportivo. ao invés de reclamar e esbravejar contra o juíz, Pato com sua experiência foi até o auxiliar e o convenceu. o auxiliar chamou o árbitro, que anulou o pênalti.
veio a terceira partida, veio mais um empate fora, 0 x 0 contra o cerro. no jogo do beira-rio, vencemos o mesmo cerro por 2 x 0. até aí somamos oito pontos, com duas vitórias e dois empates. depois disso, na quinta partida, enfrentamos o emelec fora da casa, empatando em 0 x 0. na última partida por pontos corridos, vencemos por 3 x 0 o time do deportivo quito. essa partida foi de embaralhar a cabeça. se vencessemos por um gol jogaríamos com fulano; se por dois gols, enfrentaríamos beltrano; por três, pegaríamos cicrano. vencíamos por 2 x 0, o forte cruzeiro nos esperava nas oitavas. o frio visitava minha barriga, quando o AMULETO RUBRO chamado GIULIANO marcou o terceiro gol, tirando o cruzeiro do nosso caminho, colocando assim, o desconhecido banfield da argentina. não foi a mais luxuosa das atuações coloradas, mas avançamos em primeiro lugar do grupo cinco, com doze pontos.
o primeiro jogo na argentina tem uma tradução: susto. levamos 3 x 1 do, até então, desconhecido banfield. logo depois do jogo, me bateu a tristeza. será que nosso sonho terminaria ali? será que poderíamos reverter o placar do jogo da argentina? não me importava mais! comprei meu ingresso no dia do jogo. muitos estavam desacreditando, inclusive eu. graças à Deus, alguns não acreditavam na vitória, pois assim sobrou-me ingresso e pude pular no cimento frio do gigante, pude gritar que seria campeão do continente vendo os 2 x 0 do meu inter. depois desse jogo fiquei mais que confiante.
as lágrimas iam querendo escorrer em meu rosto, quando aos quarenta e três minutos da etapa complementar, Sorondo marca de cabeça, fazendo 1 x 0 pro colorado contra o Estudiantes. foi uma vitória fraca, um jogo dramático, mas era contra o atual campeão da américa. no jogo da argentina, me assustei como não tinha me assustado contra o banfield. eu via o time campeão do continente jogando contra um time juvenil, assustado, com medo de sair pro jogo. marcava, o placar, dois prós pro Estudiantes de La Plata e NADA pra o meu inter. e eu me perguntava como nada pro meu inter? zero? não pode ser assim! esse é o meu time, eu quero esse título! não abro mão! e entrou na segunda etapa o AMULETO RUBRO GIULIANO, marcando, em meio à fumaça, o gol que matava o campeão da américa, o gol que colocava o inter nas semi-finais da Libertadores. 2 x 1 pros Estudiantes, e a classificação pros Professores. o trocadilho é falho, mas é válido. fim do jogo, as lágrimas vieram. não pude me conter. eu enxergava a taça logo adiante, minha vista embaçada pelas lágrimas, que insistiam em escorrer, conseguia a ver.
o são paulo estava no nosso caminho, mais uma vez, na libertadores. nunca desejei tanto enfrentar certo time. como todos os outros colorados, o filme de dois mil e seis vinha à mente. o déjà vu era, simplesmente, inevitável. o que me assustava era que a vaga na final seria decidida lá. mas não quer dizer que me deixava menor, ou menos confiante. pelo contrário, me deu muito mais força. veio a copa do mundo. não tinha cabeça pra torcer pela seleção. eu acreditava que o brasil não chegaria ao título. queria logo a MINHA copa do mundo, a libertadores; queria a MINHA seleção, o sport club internacional.
terminou a copa, voltou o frio na barriga, a sensação de título como o de dois mil e seis, o cheiro de taça nova. sem mencionar o explendoroso trabalho de CELSO ROTH, o falado "100%" me deixava ressabiado. e se nos empolgarmos demais, e levarmos um pé na bunda dos paulistas e dar tchau à libertadores? que nada! vi ele comandar o time como ninguém. d'alessandro voltou a ser o grande meia que é, taison se achou dentro de campo, vi o guri correndo, chutando e me lembrei do estadual de dois mil e nove. o que o guri jogou foi uma barbaridade.
mas voltando à libertadores, me vi obrigado a colocar meus pés no chão, faltavam dois jogos contra o são paulo, e em caso de classificação, mais dois contra chivas ou universidad do chile. fui ao beira-rio e vi meu time jogando que nem gente grande, pra cima, com ímpeto, vontade de vencer mesmo. vi, também, um são paulo acuado, com medo, na retranca. assim como o inter, um são paulo totalmente diferente de antes da copa. graças ao SENHOR DEUS, o meu inter mudou pra melhor, e os paulistas, pra pior. o inter ficou o primeiro tempo inteiro no quase. a bola teimava em não passar da linha do gol. e como de costume, entrou na segunda etapa o AMULETO RUBRO GIULIANO. marcando o gol que fez o gigante pular, urrar de alegria e felicidade, mais do que tudo, de alívio. eu olhei pra cima, fechei meus olhos por um momento, e me veio o ano de dois mil e seis à cabeça, MAIS UMA VEZ! o fim do jogo chegou: 1 x 0 pro nosso colorado, e junto com ele, a expectativa pra próxima partida.
em são paulo, o time da casa jogou como um time de libertadores joga. mas o inter não cometeu o mesmo erro que os são paulinos cometeram no beira-rio, não ficamos acuados, lá atrás na defensiva. saímos pro jogo. vi tinga jogar como um garoto, vi guiña correndo e roubando a bola, vi sandro neutralizando fernandão no meio, vi bolívar fechar a porta atrás, e, INFELIZMENTE, vi o grande goleiro Renan falhando feio, dando um gol de presente pro são paulo. todo o esforço, todo o suor de noventa minutos, o único gol que fizemos em casa, a partir daquele momento, não existia mais. estava tudo igual. nada decidido. fim da primeira etapa, e o começo de uma insegurança desconfortável. veio o segundo tempo, e junto com ele a força, a garra, tudo que é comum no inter, que é comum no futebol gaúcho. D'alessandro bate a falta rasteira, no meio do gol, praticamente. e Alecsandro dá um toque no meio do caminho. involuntário, ou não, foi gol. e se foi gol, "vamo pra galera". pensei eu que, depois daquilo, o são paulo ficaria assustado e nervoso. não conseguindo jogar, dessa maneira. mas nem tinha, eu, terminado de comemorar e o são paulo marca seu segundo gol. e me veio à tona: isso é jogo de libertadores. o tempo parecia não passar, eu via o são paulo mais perto de ampliar, do que de o inter empatar, pelo menos na minha cabeça confusa.
TINGA FOI EXPULSO! fiquei triste por ele ficar de fora da primeira partida da final, mas logo após fiquei aliviado. pois tinha CERTEZA que meu time seria campeão! tudo conspirava à meu favor, à favor de todos os colorados, à favor do time em si.
terminou o jogo! comemorei como se fosse o título continental já, mas não diferente da nação colorada. fomos à escola de vermelho, fomos ao trabalho de vermelho, vestimos vermelho. pois esse é o nosso time, essa é a nossa paixão!
passei a semana seguinte tentando me acalmar, e quando estava à caminho da tranquilidade, fui cutucado por meu irmão dizendo "começou o jogo!" e eu não sabia o que fazer, o que falar, como agir. estava impaciente e agitado. logo fiquei ABISMADO com o gol sofrido aos quarenta e seis minutos do primeiro tempo. a zaga desorganizada, o goleiro adiantado. um gol de cabeça de fora da área?! como isso podia estar acontecendo? tentei me acalmar, e veio o segundo tempo. a grama sintética não atrapalhou, creio que até ajudou. o inter tinha melhor passe de bola com d'alessandro no meio, chegava à frente com mais facilidade. e visivelmente era superior em relação aos mexicanos. uma bola na área e mais uma vez ele lá! o AMULETO RUBRO GIULIANO subiu e empatou de cabeça. não muito depois, mais uma bola na área mexicana, Índio escora de cabeça pra Bolívar, também de cabeça, virar o jogo e fazer uma nação EXPLODIR!
terminou o jogo, eu sentei não acreditando no que estava presenciando. há quatro anos atrás vi meu time ser campeão do continente, e hoje verei novamente? tão cedo assim? será que somos, nós colorados, merecedores de tanta glória? eu tenho a resposta: SIM! pois somos, aproximadamente, cento e seis mil sócios contribuintes, e agora os não sócios? sinceramente, não sei em quantos estamos espalhados pelo mundo. sei que cada colorado vibrou intensamente com a vitória no primeiro jogo da final, fora de casa, de virada.
agora, e o coração? como agir, pensar, fazer o que estava acostumado no dia-a-dia? se dentro de uma semana, estaria no gigante acompanhando a final da libertadores da américa sabendo que meu time seria campeão.
chegou o grande dia. a expectativa, o coração batendo forte, o grito querendo sair pela garganta, o coração transbordando de amores pelo internacional campeão.
o chivas soube se impor, aproveitou a única chance que teve no primeiro tempo: 1 x 0 pros mexicanos. já o meu colorado, criou, criou e não chegou lá. terminou o segundo tempo e a certeza do título não me acalmava. dos quase sessenta mil vermelhos presentes, 90% tinham certeza da virada, do título de campeão. eu sabia que sairía de lá bicampeão, mas estava muito nervoso.
sóbis, sem ritmo, muito marcado, desacreditado por muitos iniciou a festa. mesmo passando desapercebido noutros momentos, sempre gostei de seu futebol, sempre acreditei que faria a diferença. comemorou segurando o braço direito, foi substituído por damião. fiquei preocupado com sóbis. quando imagina o que havia acontecido, vi damião roubar a bola na meia cancha. já pulava, festejando a virada quando o vi partir com a bola dominada em direção ao gol mexicano.
2 x 1 pro inter e a festa cada minuto mais bonita.
quando pensei que o placar já estava definido, a taça já era nossa, vi o AMULETO RUBRO GIULIANO adentrar a área passando por entre dois marcadores mexicanos, um toque de leve e a rede balançou pela terceira vez à favor dos vermelhos. estava destraído olhando a torcida, torcendo, comemorando, pulando, gritando, chorando, cantando a mesma canção junto de milhares de viventes que se dizem COLORADOS quando o deportivo guadalajara descontou nos acréscimos. nesse ponto, nada mais importava! só festa e festa!
a comemoração se estendeu no gigante. enquanto era montado o palco, fogos de artifício ilustravam o céu acima de mim, jogadores comemoravam no gramado, jornalistas tentavam fazer seu trabalho, foi tudo tão lindo. a comemoração se estendeu até altas horas do lado de fora, na avenida göethe, no estado inteiro, no país, no mundo. o grito de "é campeão" ecoou por todas as partes. essa é a tua vez colorado. essa é a tua década. esperei quatro anos pra ver meu time mais uma vez campeão da américa. agora imagine aqueles que esperaram doze anos de um título para o outro, imagine aqueles que não viram seu time campeão da américa, imagine aqueles que viram, mas eram muito pequenos para terem lembranças de tal acontecimento. o que posso dizer à esses? tenho pena, pena de todos eles. e tu colorado? tu é um privilegiado! aproveita! não são muitos os torcedores que vivem tais emoções tão regularmente assim.

EU ACREDITAVA, EU ACREDITEI, EU ACREDITO E, EM TI, SEMPRE ACREDITAREI! TE AMO MEU INTER! ♥
ABU DHABI NÓIX EM DEZEMBRO! VAMOS LUTAR ATÉ MORRER, SEREMOS CAMPEÕES ♫

um abraço, @fa__santos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário